quarta-feira, 23 de maio de 2018

Um mês com Maria - 23° dia

23° DIA
A ORAÇÃO

Resultado de imagem para Nossa Senhora rezandoAs duas últimas maiores aparições de Maria sobre a Terra foram em Lourdes e em Fátima. Ambas nos trouxeram uma mensagem idêntica e forte: Oração e Penitência. Maria vai logo ao essencial: antes de mais nada, a oração. Ela pede,
recomenda e insiste sempre sobre este ponto, seja em Lourdes ou em Fátima. As coisas irão bem se se reza. O contrário procede. A oração é o grande juiz dos nossos destinos. Se ela é ausente, tudo irá mal. "Quem não reza certamente se condena",
diz S. Afonso. E S. Ambrósio afirma que se a vida do homem é uma batalha sobre a terra (cf.
Jó 7,1), a oração é o escudo invulnerável sem o qual seríamos atingidos inexoravelmente.

A Virgem em oração

O Papa Paulo VI, na Exortação Apostólica sobre o Culto da Beata Virgem (n. 18), apresenta
Maria como a Virgem em oração, escolhida de 3 páginas marianas do Evangelho. Na
visitação, Maria louva a Deus com o hino de amor mais alto que tenha saído da alma de uma
criatura humana: o Magnificat! (cf. Lc 1, 46-56) Em Caná, Maria faz a oração de pedido com
cuidado materno e com fé sem hesitações, obtendo logo a graça temporal para os esposos e a
Graça espiritual para os discípulos de Jesus que acreditaram Nele (cf. Jo 2,1-11) No
cenáculo, Maria nutre com a oração materna a Igreja nascente (cf. At 1,14) assim como
também depois de sua Assunção em alma e Corpo ao Céu, nunca deporá a sua missão de
intercessão e de salvação. É Ela mesma, Virgem em oração, que nos veio pedir e recomendar
a oração, seja em Lourdes ou em Fátima. Se A ouvirmos, se fizermos o que nos diz, não
teremos senão bênçãos sobre bênçãos. Mas devemos examinar seriamente.

Rezar de manhã e a noite

Não é verdade que existem cristãos que fazem apenas qualquer oração de manhã e a noite?
Alguns até tem medo de se esforçar e fazem só o sinal-da-cruz. Outros, nem isso, mas
levantam e deitam como animais. Se pode ser cristão deste modo? Pode-se salvar a alma
esquecendo a oração, enquanto se tem tempo de olhar televisão, ler jornais e livros, ir ao bar
e ao campo de futebol? Maria nossa mãe, adverte-nos: "Rezai, rezai muito". "Vigiai e rezai"
(cf. Mc 14,38; I Pd 4,7) Por isso nunca deve faltar ao menos a oração da manhã e da noite.
Poucos minutos de oração todas as manhãs e noites deveria ser um dever tão doce para
todos os cristãos. Assim era para o Beato Contado Ferrini, professor da Universidade de
Milão, que escrevia "Eu não sabia conceber uma vida sem oração, acordar de manhã sem
encontrar o sorriso de Deus, um reclinar a cabeça no peito de Cristo".

Oração à mesa

Ao meio-dia é tradição cristã o toque do Ângelus, devota chamada do inefável mistério da
Encarnação. Àquele sinal, o Anjo nos convida a unir-nos a ele na oração à Celeste Virgem. E
como respeitavam os santos este breve intervalo de oração mariano com o Anjo. S. Pio X
interrompia até as audiências mais importantes. Beto Moscati suspendia por poucos átimos
a lição ou a visita médica. Pe Pio a recitava com quem se achasse onde estava. O Papa Pio
XII a recitava de joelhos. Por que não salvar e fazer nossa esta maravilhosa oração mariana?
Outro momento de oração deve ser aquele das refeições, antes de começar a comer. O sinalda-cruz
e a Ave-Maria são a bênção de Jesus e de Maria nas nossas mesas. Aconteceu com S.
João Bosco. Convidado para almoçar com uma família, antes de sentar-se à mesa, perguntou a um dos
filhos: "Agora façamos o sinal-da-cruz antes de comer. Sabe por que o fazemos? Não -
respondeu o menino. Bem, digo em duas palavras - prosseguiu o santo - Fazemos para nos
distinguir dos animais que não o fazem porque não possuem a razão para entender que o
que comemos é um dom de Deus". Daquele em dia em diante nunca mais faltou oração
antes das refeições para aquela família.

Uma faísca, tantas faíscas

O pensamento de Jesus é claro: o cristão deve se esforçar por rezar continuamente, por ter
constantemente oferecido a Deus todo a si mesmo e tudo o que faz: "Rezar sempre, sem
desfalecer"; "Vigiai e rezai para não cair em tentação" (cf. Lc 18,1; Mc 14,38) Qual tentação?
a tentação de agir por egoísmo ou fazer obras por cálculo ou interesse e não por amor a Deus
e ao próximo. A oração é indispensável para que fiquemos sempre no caminho que nos leva
a Deus. Quando não é possível rezar longamente, façamos uma oração rápida, semelhante às
pequenas sementes que ao longo do dia são semeadas na Terra das ações a fazer. É a oração
das breves jaculatórias, dos rápidos atos de amor das piedosas ofertas. O Papa Paulo VI a
chamava "oração faísca". S. Francisco de Assis, S. Tomás de Aquino, S. Afonso, S.
Bernadette, S. Gema Galgani... que uso ardente e constante não faziam desta oração "faísca".
As almas deles talvez não estavam continuamente em faíscas? S. Maximiliano Maria Kolbe
recomendava muito esta oração faísca para crescer no amor à Imaculada. Isso também vale
para nós.

Votos

- Rezar sempre e bem de manhã e a noite;
- Fazer o sinal da cruz e rezar uma Ave-Maria à mesa;
- Empenha-te em recitar jaculatórias durante o dia.

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terça-feira, 22 de maio de 2018

Filhos, música e alfabetização


Dica do jeito certo de aprender.
Você que é pai e educador não pode perder este vídeo.



Um mês com Maria - 22° dia

22° DIA

A EUCARISTIA

Resultado de imagem para eucaristia missa tradicionalA Eucaristia é Jesus presente entre nós e por nós. Na Eucaristia está realmente presente Jesus com Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
Com a Eucaristia temos de verdade o Emanuel, ou seja, "Deus Conosco" (Mt 1,23). Justamente S. Tomás de Aquino nos exorta a refletir que não existe nenhuma religião na Terra, que tenha o seu
Deus tão perto e tão familiar como a religião cristã, com a Eucaristia.
Coisa ainda maior é que o Verbo Encarnado, Jesus, não só vive entre nós, mas se quer doar, entrar em nosso coração e fazer-se um com
cada um de nós. "Quem come minha Carne e bebe o meu Sangue, vive em mim como eu
nele" (Jo 6,57). Jesus quer isso a cada dia. Por isso se fez Pão, por que o pão é o alimento cotidiano, é o nutrimento de cada dia, sem o qual nós enfraquecemos e morremos.

A Santa Missa

Onde e quando Jesus se faz Eucaristia? Na Santa Missa. Quando o Sacerdote consagra o pão
e o vinho, temos o sacrifício supremo, incruento de Jesus, presente realmente no Altar no
estado de vítima. Oh! Qual Divino prodígio é a Santa Missa, que renova o Sacrifício da Cruz
e opera o milagre da transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus
oferecido por nós. Tinha razão S. Afonso Maria de Ligório ao dizer que Deus não poderia
fazer uma coisa maior que a Santa Missa. Pe. Pio dizia que a Santa Missa é infinita como
Jesus. Por isso os santos amavam a Santa Missa com uma paixão ardente. S. Francisco de
Assis queria ouvir ao menos duas Santas Missas ao dia e quando estava doente, queria que
um irmão celebrasse em sua própria cela. E nós? Não é verdade que tantos cristãos fazem
dificuldades até pra ir à Santa Missa aos domingos? Quão pouco se compreende deste
Mistério divino que é a riqueza infinita da Igreja. Se quisermos amar Maria não podemos
esquecer que nunca estamos tão perto dela como quando estamos juntos do altar onde se
renova o sacrifício do Calvário (cf. Jo 19,25) Ao Pe. Pio perguntaram se Maria estava
presente durante a Santa Missa. Respondeu em tom de surpresa: "Mas não A vêem no
tabernáculo?"

A Santa Comunhão

Com a Santa Comunhão Jesus se doa a cada um de nós para nos nutrir do Seu Corpo e do
Seu Sangue. "A minha carne é verdadeiro alimento e o meu Sangue é verdadeira bebida" (Jo
6,56) Nutrimento Divino. Nutrimento de Amor e de infinito valor e força. "Bem-aventurados
os convidados à ceia nupcial do Cordeiro!" (Ap 19,9). Quem não come deste pão
enfraquecerá espiritualmente dia após dia. Jesus o disse com palavras claras: "Se não
comerdes minha Carne e não beberdes o meu Sangue, não possuireis a vida em vós" (Jo
6,53). Por isso os santos tinham fome de Jesus e eram heróicos ao fazer qualquer sacrifício
para não se privarem do Pão da Vida descido do Céu (cf. Jo ,35-59). O Beato José Moscati
fazia todas as manhãs a Santa Comunhão. E quando ia viajar para o estrangeiro a
congressos científicos dos médicos, viajava de noite ou descia de aeronaves, girava as
cidades sempre de jejum desde a meia-noite procurando uma Igreja para Comungar. Ele
dizia não se sentir capaz de iniciar visitas médicas se antes não tivesse recebido Jesus. E
nós? Temos talvez a Igreja a poucos passos, mas não sentimos nenhuma atração pela Santa
Comunhão. Somos capazes de ficar sem comunhão até aos domingos. Pobre de nós! Que
Nossa Senhora nos ilumine e nos sacuda!

Se rezarmos a ela com alegria, Ela nos dará a Graça e a força de aproximar-nos até mesmo
todos os dias à Santa Comunhão, porque na Terra não existe nada mais que a faça mais
contente quanto a mostrar-lhe Jesus nos nossos corações. Então Ela nos aperta contra o seu
coração em um único abraço com Jesus.

Com Jesus e por Jesus

A Santa Missa e a Comunhão me enchem de Jesus para me fazer viver com Jesus e para
Jesus o dia inteiro. Com que frequência, durante o dia, o amor de Jesus me deveria reportar
à Eucaristia! Por isso S. Francisco de Sales e S. Maximiliano Maria Kolbe tinham o propósito
de fazer a Comunhão Espiritual a cada quarto de hora! Por isto os santos procuravam toda
hora e todo momento para correrem e estarem perto de Jesus sempre que possível. As
visitas Eucarísticas, as horas de adoração, o pouco tempo de oração junto ao Sacrário, eram
a paixão dos santos. E como se industriavam. S. Roberto Belarmino, quando jovem, indo à
escola, passava na frente de duas Igrejas: indo e voltando, fazia 4 visitas à Eucaristia. A
Beata Anna Maria Taigi, mãe de 7 filhos, tinha todo cuidado para fazer ao menos uma longa
visita cotidiana a Jesus Eucarístico. Todo Santo é uma criatura de amor e não pode não
sentir atração pelo Sacramento de Amor.

Precisamos dos Sacerdotes

S. Gema Galgani dizia que no Paraíso iria agradecer a Jesus, sobretudo pelo Dom da
Eucaristia feita aos homens. É impossível que Deus pudesse dar-nos qualquer coisa mais
que Si mesmo! Mas como poderíamos ter a Eucaristia sobre a Terra sem os Sacerdotes?
Eles, somente eles são os dispensadores dos mistérios divinos (cf. I Cor 4,1). Só a eles Jesus
disse depois da 1ª Santa Missa da história, celebrada na 5º feira santa: "Fazei isso em
memória de mim" (Lc 22,19). Por esta divina Missão de renovar o Sacrifício de Jesus, o
Sacerdote é o escolhido por Deus que o separa de todos os outros homens e o Consagra
"Ministro do Tabernáculo" (Hb 5,4; 13,10; Rm 1,1) Feliz o Sacerdote! Os Anjos o veneram
porque ele representa Jesus! S. Cipriano diz com força: "O Sacerdote no altar opera na
Pessoa mesma de Jesus". Mas para ter os Sacerdotes precisamos das vocações sacerdotais. E
não só: precisamos de todas as graças da correspondência e da fidelidade à vocação. Quem
nos doará todas essas graças? A resposta é única: Maria, medianeira universal. Mas
precisamos suplicá-la. Ela é a Mãe do Maior Sacerdote; Ela é a Mãe de todos os Sacerdotes.
Ela criou Jesus para o Sacrifício; Ela cria os Sacerdotes para os conduzir ao Altar do
supremo sacrifício com a idade plena de Cristo (cf. Ef 4,13). Se precisamos tanto de
Sacerdotes, recorramos a Maria, multipliquemos nossas orações e não cansemos de insistir
em obter tamanha graça. Com a oração se obtém as vocações: "Rogai ao Senhor da seara que
envie operários para a sua messe". Com a oração à Maria obteremos as vocações, pois Ela é
poderosa medianeira de amor e misericórdia, como disse Jesus. S. Maximiliano Maria
Kolbe, louco de amor pela Imaculada, em menos de vinte anos, com o seu amor e sua oração
incessante, obteve cerca de mil vocações por seu intermédio. Oh, Maria, Mãe e Rainha dos
Sacerdotes, dai-nos muitos e santos Sacerdotes!

Votos

- Participar à Santa Missa e fazer a Santa Comunhão com Maria;
- Oferecer a Santa Missa e a Comunhão a Maria, para a sua alegria;
- Fazer uma visita Eucarística a fim de reparar os ultrajes à Eucaristia.

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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Sermão de São João Maria Vianney - AS TENTAÇÕES






Fonte: YouTube

Um mês com Maria - 21° dia

21° DIA
A CONFISSÃO



O Sacramento da Confissão está todo na parábola do Filho Pródigo (Lc15,11-24). O pecado, o arrependimento, o perdão: o homem peca, o pecador se arrepende, Deus perdoa. São 3 realidades enlaçadas pela misericórdia de Deus. A confissão é o remédio do pecado, é o conforto
do pecador, é o abraço de Deus ao filho que volta. Não tem sacramento mais humano, porque segue o homem e o ampara nas fraquezas e misérias de cada dia, apresentando-lhe o paterno vulto de Deus, que é feliz em perdoar os filhos, porque os quer salvar: "Não quero a morte do pecador, mas que ele se converta de sua conduta e viva" (Ez 33,11).

A quem perdoares...

O perdão dos pecados nos vem de Deus, mas só através dos seus ministros sobre a Terra: os
Sacerdotes. A eles Jesus deixou o seu mandato: "A quem perdoardes os pecados, serão
perdoados; e a quem não perdoardes os pecados, não os serão". (Jo 20,33). Quantas vezes?
Sempre que eles sejam dispostos. Nenhum limite a misericórdia de Deus (cf. Mt 18,22). "A
misericórdia divina é tão grande que nenhuma palavra a pode exprimir e nenhum
pensamento a pode conceber" (S. João Crisóstomo). S. Isidoro afirmou que "não existe
delito tão grande que não possa ser perdoado na confissão". Seja glorificado, Deus, em sua
infinita misericórdia! O que dizer da alegria de Maria quando nos aproximamos deste
sacramento? Ela mesma, toda esplêndida de candor e Graça, a Imaculada, não pode senão
amar imensamente este Sacramento que anula o pecado e faz brilhar as almas dos seus
filhos. Certamente toda confissão é uma Graça da Maternidade de Maria, que quer ver as
almas dos seus filhos semelhantes a Ela para a alegria de Jesus.

Minha Nossa Senhora, basta!

A Beata Ângela de Foligno, quando jovem, tinha se confessado mal, não contou alguns
pecados por vergonha. Arrastou-se assim por algum tempo, vivendo entre cruéis remorsos,
perturbações e infelicidades. Um dia, sacudiu-se: jogou-se aos pés de uma imagem de Maria
e lhe suplicou aos soluços: "Minha Nossa Senhora, basta! Eu não quero mais viver assim!
Hoje mesmo direi tudo ao meu confessor". E teve a graça de fazê-lo. Era hora! Teve, depois,
uma vida de penitência tremenda que a ajudou potentemente a transformar-se ate o vértice
das mais altas experiências místicas. Nunca duvidemos e não hesitemos em recorrer a Maria
para obter a graça da Confissão. "A boa confissão é a base da perfeição". (S. Vicente de
Paulo) Da confissão se parte e se reparte para as mais altas empresas do espírito e viceversa.
A diminuição e a ausência de confissão fazem caminhar para trás através da estrada
larga e cômoda que leva à perdição. (cf. Mt 7,13).

Se te acusas, Deus te desculpa

Parece incrível, mas são muitos os cristãos que não apreciam e fogem do Sacramento da
Confissão. Só teriam a ganhar, mas ao invés, nem se dão conta disso. Tão prontos para ir ao
médico pelo menor mal-estar do corpo, descuidam-se, porém, da saúde da própria alma
como se fosse um pano de chão. Talvez ignorem os grandes benefícios do sacramento, ou o
consideram só no seu aspecto mais penal: a acusação das próprias misérias. É necessário
considerar os grandes frutos positivos que a Confissão nos dá.

Na vida de S. Antônio de Pádua se conta que um dia um grande pecador foi confessar-se
com o Santo, depois de ter ouvido um sermão seu. O arrependimento do pecador era tão
vivo que lhe impediu de falar pelos contínuos soluços. S. Antonio então lhe disse: "Vai, filho,
escreve teus pecados e depois volta". O penitente foi, escreveu os pecados em uma página,
voltou ao Santo e leu a lista das culpas. Qual não foi a surpresa, ao fim da leitura, deu-se
conta que a página tinha voltado a ser branca, sem um traço de escrita. Eis o símbolo da
alma que volta pura da confissão. Diz S. Agostinho: "Quando o homem descobre as suas
falhas, Deus as vigia; quando as esconde, Deus as descobre; quando as reconhece, Deus as
esquece." Ainda mais eficaz é S. Francisco de Assis com esta breve frase: "Se tu te desculpas,
Deus te acusa; se tu te acusas, Deus te desculpa." Pelo resto, continua S. Agostinho: "é
preferível suportar uma ligeira confusão a um só homem que ver-se coberto de vergonha
junto a inumeráveis testemunhas, no dia do Juízo". Era isto que também Pe. Pio dizia aos
seus penitentes. E é assim.

Os três quadros

Por isto S. Carlos Borromeu, antes de confessar-se, parava para meditar sobre 3 quadros que
tinha mandado pôr na sua Capelinha. O 1º representava o Inferno com os seus danados
maltratados horrivelmente: isto servia para inspirar salutar temor. O 2º representava o
Paraíso com os Bem-aventurados extasiados de alegria: isto lhe dava uma carga de empenho
para evitar o pecado e não perder o Paraíso. O 3º representava o Calvário com Jesus
crucificado e Nossa Senhora das Dores: isto lhe enchia o coração de dor vivíssima pelos
sofrimentos causados a Jesus e a Maria com os pecados, convidando-o ao mais firme
propósito de fidelidade e de amor. Confessar-se assim significa não só purificar-se das
culpas, mas enriquecer-se e crescer cada vez mais na vida da graça. E pensar que S. Carlos
Borromeu confessava-se todos os dias...

Confessar-se todas as semanas

Se cada confissão é um tesouro de graça porque lava a minha alma no Sangue de Jesus,
purificando-a "das obras de morte" (Hb 9,14) é claro que precisamos aproveitar com grande
interesse e frequência! De quando em quando confessar-se? A norma áurea da vida cristã é a
Confissão semanal. Muitos santos, é verdade, confessavam-se mais vezes por semana, e até
todo os dias: S. Tomás de Aquino, S. Vicente Ferrer, S. Francisco de Sales, S. Pio X... Mas se
nós não somos capazes de tanto, não devemos porém, fazer passar a semana sem nos lavar
santamente no Sangue de Jesus. Como era pontual à Confissão ao menos semanal, para S.
Maximiliano Maria Kolbe. Proponhamo-nos seriamente nós também esta norma,
respeitando-a fielmente: cada confissão é uma Graça de Maria, Mãe de Misericórdia. E se
Ela em Lourdes e em Fátima recomendou tanto a Penitência, lembremo-nos que a maior e
mais salutar penitência é aquela sacramental: a Confissão frequente. Sobretudo, porém,
devemos confessar-nos o mais depressa quando cometermos pecado mortal. Não nos
contentemos do Ato de Dor e nunca fazer a Comunhão sem nos termos confessado, porque
faríamos só um sacrilégio horrendo: "se recebe a própria condenação", grita S. Paulo (I Cor
11,29). E seria mesmo uma loucura fazer um sacrilégio tendo à disposição o Sacramento da
Misericórdia. Maria nunca o permita.

Votos

- Propósito de se confessar toda semana;
- Pedir perdão de todas as confissões mal feitas;
- Meditar a parábola do Filho pródigo (Lc 15,11-32)

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domingo, 20 de maio de 2018

Um mês com Maria - 20° dia

20° DIA
SANTIFICAR AS FESTAS DE PRECEITO E DOMINGO

Parece incrível que se deva fazer força para obter dos cristãos de não
trabalhar nos domingos e em festas de guarda para dedicar-se ao
Senhor e à própria alma. Não só, mas o cúmulo é que só se consegue
obter o descanso festivo e a participação à Santa Missa só de uma
pequena minoria de cristãos. Já chegamos a este ponto! Com quais
consequências? Aquelas já previstas pelo Papa Leão XIII: "Não
respeitar os domingos, este é o princípio de todos os males: é a festa
apagada, a eternidade esquecida, é Deus excluído da vida do homem." É o quadro mundial
da sociedade de hoje: ateísmo, laicismo, materialismo, animalismo. Com o Concílio
Vaticano II, o domingo ficou posto ainda mais em lugar de honra, como o dia do Senhor e o
dia da alegria do homem. Todos os domingos" os fiéis devem reunir-se em assembléia para
ouvir a Palavra de Deus e participar à Eucaristia. O domingo é a festa primordial que deve
ser proposta à piedade dos fiéis, de modo que resulte também em um dia de alegria e de
descanso" (SC, n.106). Todos os domingos, os cristãos hão de ganhar para a alma, com a
nutrição espiritual que recebem da S. Missa para o corpo, com o descanso que restaura das
fadigas da semana. Só temos a ganhar! O domingo recarrega de energias a alma e o corpo. É
um dom de Deus. É dia de graça. "Este é o dia que o Senhor fez para nós" (Sl 117,24). Por
isso, S. Tomás Moro, o Chanceler da Inglaterra, mesmo quando com a perseguição foi preso,
festejava o Domingo, mandando trazer e vestindo os hábitos da festa para agradar o Senhor.

Todos à Santa Missa

As duas coisas mais importantes das festas são a participação à Santa Missa e o repouso do
trabalho. A participação na Santa Missa não consiste em estar presente na Igreja durante a
celebração, porque os bancos e as paredes também estão, mas em participar ativa e
sentidamente: ativa no seguir ponto por ponto o desenrolar dela; sentida no unir-se
vivamente a Jesus que se sacrifica no Altar entre as mãos do sacerdote. A participação é
plena se se recebe também a Comunhão, depois de ter devidamente purificado a alma com o
Sacramento da Confissão. É este o Domingo do cristão: Confissão, Santa Missa e
Comunhão. São três tesouros de infinito valor que enriquecem maravilhosamente a vida da
Graça. Em tal modo, o domingo é o "Dia do Senhor" e a "Festa da Alma". Muitos cristãos se
contentam só com a Santa Missa. Por quê? Porque estão provados dos dois Sacramentos da
Confissão e Comunhão. E se pode chamar dia do Senhor um domingo sem a Comunhão? Os
antigos cristãos chamavam o domingo também com duas palavras: Dies Panis: Dia do Pão,
porque todos participavam à Santa Missa e recebiam Jesus Eucarístico, Pão do Céu (cf. Jo
6,41). Não devia ser assim também hoje para todos os cristãos?

É pecado mortal

O dever da Santa Missa festiva é grave. Quem não participa à Santa Missa festiva comete
pecado mortal. Só o caso de grave necessidade ou de impossibilidade (doença) faz evitar o
pecado. Nem vale escutar a Santa Missa pelos meios de comunicação. Este é um ato de
devoção útil a quem está privado de ir a Igreja. A Santa Missa é o ato comunitário e social
por excelência. Por isto é necessária a presença viva no seio da comunidade. Lembremo-nos
sempre: pela sua importância, a Santa Missa deve ocupar o 1º lugar no domingo. Tudo lhe
deve ser subordinado e condicionado. Quando o Pio Alberto I, Rei da Bélgica, encontrou-se
nas Índias, organizaram-lhe uma esplêndida excursão para o dia de domingo. O programa
foi apresentado ao Rei, que examinou e logo disse: "Esquecestes um ponto: A Santa Missa.
Este antes de mais nada."

Que lição para tantos de nossos excursionistas, tão prontos em sacrificar a Santa Missa e
em transformar o domingo de "Dia do Senhor" em "dia do demônio". Ainda mais edificante
é o exemplo que dão alguns simples fiéis, que enfrentam sacrifícios duros para não
perderem a Santa Missa. Uma senhora deve percorrer a pé diversas horas do caminho; um
operário que pode correr à Santa Missa só às primeiras horas do dia; uma mãe de muitos
filhos que nunca perdeu uma Missa...

O repouso festivo

Para louvar o Senhor, para a Ele dedicar-se, cuidando da própria alma, é necessária a
abstenção do trabalho. Ensina S. Gregório Magno: "No domingo se deve interromper o
trabalho e dar-se à oração, para que as negligências dos dias precedentes sejam descontadas
com a oração deste grande dia". Se se pudessem escutar de novo os sermões que S. Cura
d'Ars fez por 8 anos contra o trabalho festivo, ficaríamos tocados e comovidos. Dizia o
Santo: "Se perguntamos a quem trabalha no domingo: O que estais fazendo? Deveria
responder: Estou vendendo a alma ao demônio e colocando Jesus na Cruz de novo,
condenando-me ao Inferno". Próprio naqueles tempos Maria aparecia nos montes de La
Salette e advertia: "O Senhor vos deu seis dias para trabalhar, reservando-se o 7º, e não o
quereis dar. Eis o que faz ficar pesado o braço Divino". É possível que temamos de perder, se
servimos o Senhor, observando o seu Mandamento? "Gente de pouca fé! Procurais antes o
Reino de Deus e a sua justiça, e o mais vos virá por acréscimo!" (Mt 6,33). O pai de S.
Terezinha tinha uma ourivesaria. Aberta toda a semana e fechada os dias festivos. Uma
pessoa aconselhou-o a abri-la nos dias que fechava, já que os camponeses iam nestes dias
fazer compras. Até seu confessor o autorizou. Mas ele não quis. Preferia perder aquele lucro
a afastar uma só bênção de Deus sobre a sua família. E o Senhor o fez enriquecer com os
lucros da loja.

É fundamental

Observar o 3º mandamento é fundamental para a vida do cristão. Frequentar a Igreja,
aproximar-se dos Sacramentos, participar à Santa Missa, ouvir a Palavra de Deus, são
alimentos vitais da vida cristã. Privar-se significa condenar-se à ruína, ao sofrimento eterno.
Um venerado Bispo Francês, ao preparar o seu túmulo, fez esculpir uma pedra com estas
palavras: "Lembrai-vos de santificar as festas, porque só isso me basta. Se os fiéis me
obedecerem, chegarão certamente à salvação. "Tinha razão. Quem santifica as festas se tem
em relação com Deus e fica de domingo sob seu salutar influxo e chamada. Por isso Pe. Pio,
na Confissão, era muito severo ao fazer respeitar este mandamento, e muitos penitentes
tiveram por causa deste pecado recusada a absolvição, mandados embora bruscamente com
um: "Vai embora, desgraçado!" Maria, Mãe de Jesus e nossa, quer ver ao menos todos os
domingos reunidos em volta do Altar, em volta de Jesus, seus filhos. Ela nos quer todos os
domingos para nos poder ter no Domingo Eterno, que é o Paraíso.

Votos

- Oferecer o dia em reparação dos pecados contra o terceiro mandamento;
- Convencer em santificar a festa a algum dos parentes ou amigos que não santifica;
- Meditar atentamente sobre a Palavra de Deus no domingo.

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sábado, 19 de maio de 2018

Um mês com Maria - 19° dia

19° DIA
O VIGÁRIO DE CRISTO


O primeiro filho de Maria, depois de Jesus, é o Papa. Ninguém pode
tirar ao Vigário de Cristo este primeiro lugar no Coração de Maria.
Se nós quisermos amar muito o Papa, devemos pedir esta Graça a
Maria, porque quem o pode amar como Ela? O Papa é nossa rocha,
uma rocha evangélica, divina, criada pela palavra Viva de Jesus,
Verbo Encarnado: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a
minha Igreja", (cf. Mt 16,18). Justamente S. Francisco de Sales dizia
que Jesus, a Igreja e o Papa são um só. É impossível dividi-los. Eles
são a pedra angular (cf. Lc 20,17) da humanidade, do mundo, do universo a salvar. Por isso
existe tanta superficialidade nas palavras de quem diz que aceita Jesus Cristo e a Igreja, mas
não o Papa. Quando Napoleão prendeu o Papa Pio VII para decidir algumas questões sobre
a Igreja, reuniu ele mesmo em Paris, muitos Bispos - o da França e da Itália - e queria que
deliberassem sobre os pontos em questão. Mas os Bispos ficaram em absoluto silêncio.
Napoleão insistiu e fez fortes pressões. Nada. Então começou a perder a paciência e a
ameaçar. A esta altura, o mais ancião dos Bispos levantou-se e disse calmamente: "Senhor,
esperamos pelo Papa. A Igreja sem o Papa não é Igreja".

Não se pode enganar

O Papa é o único mestre sobre a Terra que nunca se pode enganar no ensinamento da fé e da
moral. "A fé romana é inacessível ao erro". (S. Jerônimo) E é por isso que S. Cipriano podia
afirmar: "A Igreja de Roma é raiz e mãe de todas as Igrejas". Somente quem está unido ao
Papa está certo de estar na verdade infalível daquilo que se deve crer e fazer para se salvar. É
o próprio Jesus que quer a infalibilidade de S. Pedro: "Rezei para que não te falte a fé" (Lc
22,32). É Jesus mesmo que o quer como nosso guia infalível: "Confirma os teus irmãos"
(idem). Por isto o Papa é o único mestre universal e que nunca perderá a fé. Aliás, é o único
que pode confirmar a fé dos cristãos, garantindo-a infalivelmente de todo erro doutrinal e
moral. Neste sentido, sobre a Terra, o Papa é o Supremo Teólogo, Biblista, Moralista.
Somente a sua palavra de mestre universal é garantida divinamente por Jesus, "Caminho,
Verdade e Vida" (Jo 14,6). Por isto S. Tomás de Aquino, chamado "mestre do mundo",
estava pronto em renunciar a qualquer pensamento dos Grandes Santos Padres em frente ao
pensamento do Papa.

O fracasso do Inferno

Contra o Papado fracassaram não só todos os homens que quiserem lutar, mas todo o
Inferno. É sempre Jesus a garanti-lo: "As portas do Inferno nunca prevalecerão" (Mt 16,18).
E não só os inimigos não prevalecerão, mas se destruirão sobre esta pedra angular, rocha
contra a qual bate pedra e ruína. "De fato, contra ela irão lutar aqueles que não quiserem
acreditar no Evangelho" (I Pd 2,7-8). Contra ela foi bater Lutero, o impenitente heresiarca,
que ofendia e maldizia o Papa: "Oh, Papa! eu serei a tua morte! Sim, eu, Papa Lutero I! Por
mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo e do Altíssimo Pai, te mando ao Inferno!" Pobre
e infeliz Lutero. Contra o Papa se atirou também o terrível Napoleão. O Papa lhe disse: "O
Deus de outros tempos ainda vive. Ele sempre destruiu os perseguidores da Igreja". Na Ilha
de S. Helena, Napoleão lembrava estas palavras e dizia a um amigo: "Ah, Porque não posso
gritar daqui àqueles que têm qualquer poder sobre a Terra: respeitai o representante de
Jesus Cristo. Não tocai no Papa, senão sereis destruídos pela mão vingadora de Deus.
Melhor, protegei a Cátedra de S. Pedro."

Os falsos mestres

Escrevendo a Timóteo, S. Paulo ensinava esta importante verdade: "quando não mais se
suportar a doutrina sã, procuramos uma multidão de mestres que consentem de secundar as
próprias paixões e que falem de fantasias ao invés de verdades" (II Tm 4,3-4). Basta ler
certos livros de teólogos considerados grandes e célebres para dar razão e S. Paulo de olhos
fechados. E estes teólogos são "uma multidão" e preparam um mercado enorme de livros e
revistas que são como comida podre, avariado ou suspeita. Pobres os incautos que os
compram! Estes teólogos são os falsos mestres de quem falam os terríveis S. Pedro e S.
Paulo (II Pd 2, 2-11, I Tm , 3-7; 4, 1-11,; 6, 3-; II Tm 3,1-7; 4,1-5). Estes falsos mestres são
chamados pelo Papa Paulo VI "teólogos de quarto" ou "auto-teólogos" e deles diz ainda: "é
necessário desconfiar, porque fazem naufrágio da fé" (cf I Tm 1,19).

Rezar pelo Papa

A pequena Jacinta, antes da morte, teve uma visão na qual se via o Papa em meio a
gravíssimos sofrimentos. A pequena vidente recomendou com todas as suas forças, da parte
de Maria, de rezar pelo Papa, de sofrer com ele e por ele, do dever de pastorear o rebanho
universal (cf. Jo 21, 15-17). Sabe-se que sempre existiram almas generosas que ofereceram e
dedicaram a vida pelo Papa. S. Vicente Strambi, confessor do Papa Leão XII, ofereceu-se
como vítima para fazer viver longamente o Papa. E assim foi: O Papa viveu por outros cincos
anos, e o Santo morreu cinco dias após sua oferta. Guido Negri, corajoso soldado, morreu
acertado na fronte depois de ter oferecido sua vida pelo Papa. Nós todos podemos
demonstrar ao Papa o nosso filial apego, como o demonstra S. Maximiliano Maria Kolbe,
que considerava cada vez uma entusiasmante Graça pode ver o Papa, avizinhar-se, beijarlhe
a mão, como o demonstrava Pe. Pio, que queria ter sempre a foto do Papa ao lado
daquela de Maria. E pouco antes de morrer, escreveu uma carta ao Papa para renovar-lhe a
sua total dedicação.

Votos

- Oferecer o dia pelo Papa;
- Dizer um Rosário pelo Papa;
- Fazer uma mortificação pelo Papa.

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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Um mês com Maria - 18° dia

18° DIA
ERROS E DESVIOS


A Igreja teve que combater sempre contra erros e desvios, pois não existiu período da sua história em que não tenha sido perturbada pelos assaltos de quem a queria arrastar na desordem doutrinal e moral. Satanás, o grande inimigo, é o hábil manobrador de uma rede de armadilhas que tende a difundir a verdade, trazendo confusão e trevas. Jesus disse expressamente ao seu vigário, S. Pedro: "Simão, Simão. Satanás pediu que lhe fosse entregue para vos peneirar como o milho" (Lc 22,31). E Satanás fez o seu pérfido ingresso de um ano na Igreja e no mundo, provocando erros e desvios, contradizendo para trazer bagunça e confusão. De fato, até hoje nos encontramos em um clima de ar quente pelos novos erros e desvios que estão dilacerando a humanidade e fazem gemer a Igreja. Nossa Senhora o predisse em Fátima quando exortou com insistência a acolher sua mensagem de Oração e Penitência, senão o comunismo teria "difundido os seus erros no mundo". A humanidade é dilacerada pelo comunismo e pela maçonaria, que fazem avançar terrivelmente o materialismo ateu e o laicismo dessacralizador de todo o valor religioso. A Igreja geme sob o enfurecer de temporais devastadores, seja na doutrina, moral, formativo. Os "tufões das
cristologias", como disse Paulo VI, abateu-se junto àqueles das antropologias, dos
pluralismos, dos ecumenismos, das propostas para uma nova moral, das diversas teologias
variamente denominadas: de morte de Deus, da esperança, da libertação, neopositivista,
anti-religiosa, escatológica, política... Que Babel tenebrosa!

Na hora das trevas

Consequências? Incertezas para as verdades atacadas ou negadas: A Santíssima Trindade, A
Divindade de Jesus, a Encarnação do Verbo, a Concepção Virginal de Jesus e a Virgindade
de Maria, a Ressurreição de Cristo, o sacrifício da Santa Missa, a presença real de Jesus na
Eucaristia, a existência do Diabo e do Inferno, do Purgatório e do Limbo, a necessidade do
Batismo, a imortalidade da alma, a infalibilidade Papal... Incertezas na moral: pecado
mortal inexistente para os que não se resguardam de atos impuros, desejos carnais, leituras
imundas relações pré-matrimoniais e extra-conjugais, pílulas anticoncepcionais, divórcios,
homossexualidade, eutanásia e aborto. Blasfêmias: Confissão a eliminar, Comunhão em
pecado mortal, nenhuma obrigação às Santas Missas festivas, liturgia a gosto pessoal, fim do
Rosário. Incerteza na vida da Igreja: destruída a Ação Católica, fechados muitíssimos
seminários, perdas enormes de vocações sacerdotais e religiosas, Padres, Freiras e Frades
que renegam a Consagração a Deus, Ordens religiosas em declínio, rebelião aberta ao Papa,
formação de grupos extremistas, quase total falta de conversões, profanação de Igrejas e
Altares... Tinha razão Pe. Pio, que ao fim da sua vida, exortava a rezar esta jaculatória: "Ó,
Jesus, salva os eleitos na hora das trevas".

Sempre com a Igreja

"Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre. Não vos deixai desviar por doutrinas
diversas e estranhas." (Hb 13,8) No meio das "tempestades" dos erros que circulam como
veneno no sangue, fiquemos bem unidos à Igreja, "coluna e fundamento da Verdade" (I Tm
3,15); fiquemos bem unidos ao Vigário de Cristo, único "infalível na fé" (Lc 22,32); fiquemos
bem amarrados aos Doutores e Santos da Igreja, que nos ensinam o "caminho certo pelo
qual poderemos chegar à perfeita união com Cristo, isto é, a santidade" (Lumen Gentium,
n.50) Esta, só esta é a Igreja, nossa Mãe. Só esta é a defesa certa dos erros e perigos. E a
Igreja falou até hoje contra todos os erros da hora presente.
http://alexandriacatolica.blogspot.com http://almasdevotas.blogspot.com
O Papa ou as Congregações da Santa Sé rebateram os erros e defendeu as sacrossantas
verdades da nossa fé evangélica. Nada mudou nem mudará, porque a verdade do Senhor
dura para sempre. (cf. Sl 116,2) A heresia é sempre uma novidade, porque é a corrupção da
verdade. S. Cipriano compara a heresia a um ramo cortado da planta: é condenado a morrer.
Ou ainda é semelhante a um rio separado da fonte: secará em pouco tempo na terra árida.
Nós queremos estar com a Igreja!

O maior despropósito

Pe. Pio encontrou alguns operários que trabalhavam no convento, e lhe informaram que eles
eram comunistas, mas católicos. Respondeu, zangado: "Comunistas católicos! Pode-se dizer
uma besteira dessas?" Infelizmente este enorme despropósito é a bandeira de muitos
comunistas e muitos católicos. Creem de por juntas as duas coisas sem se darem conta que
se excluem reciprocamente. O verdadeiro e sincero comunista é ateu, deve ser e não pode
não sê-lo, pois o contrário seria desonestidade e traição ao comunismo. O Verdadeiro
católico deve ser crente e não pode deixar de sê-lo, renegando o ateísmo e toda a doutrina
que não seja a de Cristo. Evidentemente estes irmãos, que nem se dão conta de serem
verdadeiros traidores, têm o espírito cego (cf. Mc 6,52). Quanto é triste isto, se se pensa às
riquezas infinitas de verdades e de amor que o Evangelho nos oferece para todos os nossos
problemas. Que necessidade poderá ter um Católico de recorrer a quem crê cegamente só
em uma miserável coisa: a matéria?

Vencedora das heresias

De frente ao espetáculo desolador dos erros e desvios que estão dilacerando a humanidade,
nós, católicos, não devemos perder a coragem, pois temos a Vencedora de Satanás e de
todos os erros: a Imaculada, Aquela que pisa a cabeça da serpente infernal (cf. Gên 2). Uma
velha antífona da Igreja cantava assim: "Tu só, Bendita Virgem, abateste todas as heresias
do mundo inteiro". Tudo está em que nós amamos Maria, rogamos a ela e a imitamos com
generosidade. Ela nos protegerá e nos livrará dos perigos. Digamos com a filial confiança de
S. Felipe Néri: "Maria Santa, põe-me a mão na cabeça, senão fico herético e comunista."
Entreguemo-nos ao Seu Coração Imaculado, porque ele triunfará! Defendamos Maria dos
ataques inimigos que hoje lhe nega não só o devido culto, mas o devido reconhecimento das
maravilhas que Deus nela operou (cf. Lc 1,49) com a Perpétua Virgindade da Alma e do
Corpo, com o parto Virginal de Jesus que "não só não diminuiu, mas consagrou a
integridade virginal da Sua Santíssima Mãe" (da Liturgia). Hoje é fácil sentir sombras sobre
a Imaculada Conceição e Assunção. Esvazia-se de toda a consistência a verdade da Mediação
Universal de Maria. Reduz-se de muito a sua realeza e presença de Graça. Atacam-se as
formas de devoção mariana, até as mais veneradas, como o Santo Rosário e os meses a Ela
dedicados. Precisamos reagir! É nosso dever defender com paixão de filhos a honra a beleza
de nossa Celeste Mãe. Lembremos de S. Afonso Maria de Ligório, que quando empunhava a
caneta para defender a Virgem dos ataques inimigos, chorava lágrimas quentes. Que grande
coração de filho ele tinha. E nós?

Votos

- Oferecer o dia pelas necessidades da Igreja;
- Recitar um Rosário por aqueles que traem a própria fé;
- Uma mortificação de presente ao Imaculado Coração.

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Um mês com Maria - 17° dia

17° DIA
O RESPEITO HUMANO

O respeito humano é uma praga na vida cristã. É, também, uma
praga para muitos cristãos. Onde se vê Deus ofendido, Jesus
ultrajado, Maria e os santos maltratados, precisaríamos ver os
cristãos corajosos e coerentes que fariam muros de defesa e de
honra à própria fé. Ao invés, quanta covardia de espírito! Até se
esforçam em esconder-se entre os inimigos da Fé com medo de
serem descobertos e apontados. É verdade que hoje, neste mundo
corrupto, nesta sociedade escandalosa e debochada, dominada pelo
ateísmo mais animalesco que se possa conceber, ocorre uma grande coragem para sermos
coerentes. Mas não é talvez este um motivo a mais para que os cristãos, longe de se
esconderem, apresentarem-se como testemunhas enérgicos da fé "que vence o mundo" (Jo
5,4)? Aqueles que se envergonham, que têm medo de aparecer como verdadeiros cristãos,
têm mais roupas de verdadeiros traidores do que de discípulos de Cristo. Contra eles existe a
palavra terrível de Jesus: "Quem se envergonhar de mim e das minhas palavras junto a esta
geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando
chegar na Glória do seu Pai com os Anjos e Santos." (Mc 8,38)

Pescadores e Pescadoras

Na luta contra o Protestantismo que arruinava a fé de tantos cristãos com as suas heresias
doutrinais e morais, S. Carlos Borromeu quis instruir grandes escolas de Catecismo e de
instrução religiosa para o povo. Precisou de cristãos e leigos corajosos. Achou-os homens e
mulheres. Dividiu-os em grupos de 'pescadores' e 'pescadoras' e organizou os giros
apostólicos pelas casas, pelas ruas, pelos campos. Era um espetáculo de verdadeira fé, ver
estes cristãos corajosos à obra para testemunhar Jesus e anunciar o seu Evangelho puro,
sem erros. Cada cristão deveria fazer seu, com orgulho, o grito de S. Paulo: "Não me
envergonho do Evangelho" (Rm 1,16). Em qualquer lugar: em casa ou fora, nos escritórios e
nas escolas. S. Gregório Magno dizia que os verdadeiros cristãos sabem morrer, mas não
transigir. E deveria chegar à lembrança dos Mártires, sempre vivos na Igreja Celeste e
Terrestre. A glória deles confirma luminosamente a Palavra de Jesus: "Quem quiser salvar a
própria vida, a perderá; mas quem perder sua vida por minha causa e do Evangelho, a
salvará". (Mc 8,35).

Se envergonham

O que dizer de muitos cristãos, que por respeito humano, faltam até aos deveres
fundamentais? Envergonham-se de fazer o sinal-da-cruz e de recitar qualquer oração de
manhã e a noite, ou antes das refeições. Envergonham-se de entrar numa Igreja para rezar,
tecer um Rosário, saudar uma imagem sagrada nas bancas de jornais. Envergonham-se de ir
à Missa, de confessar-se, de receber a Eucaristia. Envergonham-se de reprovar quem
blasfema ou profana coisas sagradas. Por fim, alguns chegam até a envergonhar-se de não
blasfemar!!! Envergonham-se de defender a fé dos ataques e insultos dos inimigos e se
envergonham de serem ainda considerados cristãos. Envergonham-se de não ler impressos
para porcos, de não ver cinemas imundos, de não seguir as modas indecentes.
Envergonham-se de chamar atenção de quem dá escândalo, que ofende a Moral Evangélica.
Chegam a envergonhar-se de opor-se ao aborto, ao divórcio, à pílula contra a vida humana.
Envergonham-se... parece que não sabem fazer mais nada além disso.

Quem não se envergonha

Ainda jovem, S. Bernardino de Siena foi convidado uma vez por um tio para ir à casa dele.
Foi, mas encontrou lá outras pessoas que na conversa, com facilidade, não falavam
corretamente. Pronto e resoluto, o Santo disse ao tio: "Ou estes senhores mudam o modo de
falar, ou eu vou embora". O tio advertiu os hóspedes e a linguagem não mais foi incorreta.
Mas onde quer que se achasse S. Bernardino, incutia respeito a todos. Até os seus
companheiros o sabiam bem, e se às vezes deixavam falarem qualquer discurso, não correto,
só ao vê-lo chegar, diziam entre eles: "paremos, está chegando Bernardino". O Beato José
Moscati foi um cristão cheio de luz e exercitava uma fascinação indescritível com o
testemunho de sua fé viva. Quem queria podia vê-lo cada manhã recolhido na igreja, por
duas horas de oração. Na cátedra, antes de começar a lição, exortava aos estudantes de
sempre elevar a mente ao "Senhor, Deus das ciências" (I Sm 2,3). Não apenas soava o
Ângelus, interrompia cada discurso e até a visita médica, convidando os presentes a recitar
com ele. Que força e transparência de fé vivia n'Ele, não os mesquinhos respeitos humanos
da nossa fé de covardes complexados.

Não envergonhar-se d'Ela

"Faze-me digno de te louvar, ó Virgem Santa!" Contra todo respeito humano, contra todo
medo ou covardia, devo e quero louvar Maria, que é minha Mãe. Não só não me
envergonharei dela, mas quero defendê-la e glorificá-la, quero amá-la e fazê-la amar, onde
quer que seja, com paixão filial sempre ardente. Posso olhar todos os santos, paladinos de
amor vibrante pela Mãe celeste. Em particular, S. Maximiliano, apóstolo e vítima da
Imaculada que dela nunca se envergonhou, mas consumou-se totalmente por Ela, até o
ponto de ser considerado louco, aliás, ao ponto de chamar-se a si próprio: "o louco da
Imaculada".

Votos

- Saudar as imagens de Maria nos quiosques das ruas;
- Falar de Maria em casa e no trabalho;
- Fazer o sinal-da-cruz antes das refeições, convidando a todos.

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