domingo, 27 de outubro de 2013

A acessibilidade de informações da Igreja Católica por meio da internet - Inquisição e liturgia




Houve tempos em que informações doutrinárias, documentais e ensinos da Igreja eram para poucos.
Hoje, na era da informação e dos meios de comunicação, não fica difícil obter qualquer informação da Igreja na internet.
Informações que precisam passar por um processo de triagem, pois existem meios de comunicação sujos e sensacionalistas que tem como base a destruição de alguma imagem ou instituição e principalmente em atacar a Igreja Católica.
Fazendo esta filtragem não fica difícil encontrar meios seguros e que transmitem a verdade.
Como diz o ditado: O maior cego é aquele que não quer ver, ou seja, é aquele que não quer ler também.
Pois temos na internet todas as informações necessárias para sanar quaisquer dúvidas, basta procurar e pesquisar.

Um bom exemplo é a respeito da inquisição; muitos meios atacam ás vezes com demasia falsidade e difamação da imagem da Igreja Católica como se esta fosse um dragão assassino indomável da idade média. Números de milhares de mortes, estatísticas e apontamentos sem fontes! Como isto é possível?

 Estes meios de comunicação aproveitam da inexperiência de iniciação do internauta, pois este, querendo respostas rápidas (aí está o segredo), clica na primeira opção do Google e pronto; faz a sua pesquisa degradante e “satisfatória” concluindo em poucas linhas a sua missiva "vomitante". As imagens de bruxas sendo incendiada, música de Metal Gótico ao fundo, uma escrita direta e maçante do autor, sem fontes, sem conteúdo e sem uma crítica plausível desperta a curiosidade do leitor como uma isca.

Um passo importante para procurar fontes sobre a inquisição é analisar se ela esta sendo julgada dentro do contexto social, cultural e religioso da época.

sábado, 26 de outubro de 2013

Letras católicas na música litúrgica



Por Francisco Dockhorn

"Lex orandi, lex credendi": “A lei da oração é a lei da fé.”. Esta é uma antiga regra que rege a Sagrada Liturgia da Santa Igreja.

Nesse sentido, é evidentente que as letras dos cantos executados na Liturgia precisam ser totalmente compatíveis com a doutrina católica. A Liturgia tem, por si só (não somente nas letras dos cantos, mas em todos os seus gestos e sinais), um caráter catequético, que visa reforçar a nossa fé católica.

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DESMASCARANDO OS TEÓLOGOS DA LIBERTAÇÃO
(O LIXO QUE PENUMBRA NA IGREJA CATÓLICA)

Temos que desmascarar estes caras da Teologia da Libertação.
Temos material e os documentos da Igreja pra isso.
Eles não tem fundamento algum. São um bando de cães pinches que só latem e tentem morder.. Mostram os dentinhos e quando nós (Católicos fiéis a tradição) batemos o pé eles correm.. caim, caim, caim...
Damos as costas e eles voltam, não desistem...são uma praga!
E querem impor uma ditadura política marxista na Igreja aqui no Brasil
Ou melhor, Já tão impondo, perdão.

Notem-se esta corja pelos jargões:

Os Excluídos, os pobres, a festa do banquete, a caminhada, a liberdade haverá, o Reino, a causa de Jesus, a sociedade fraterna, o Jesus histórico, etc ...

Eles tem pavor a liturgia tradicional, a Eucaristia como sacrifício (incruento) de Cristo no calvário, os santos e a História da Igreja, assim como o Magistério de Roma e os documentos (estes, pra eles só servem quando são a favor da revolução).
Os documentos pra eles só servem quando são a favor da revolução e revolução marxista.

São um bando de Sofistas! e Sofistas ordinários!
Relativistas e iluministas!
A nossa arquidiocese de BH, a CNBB principalmente e a grande massa da Igreja Católica do Brasil está cheia deste lixo podre.

Nos últimos anos, a Igreja Católica perdeu seus "fiéis" para outras religiões devido a esta DESGRAÇA que mancha a Igreja.
São padres pedófilos, revolucionários, políticos, sedutores de materialismo, um funcionário do povo ao invés de serem sacerdotes de Cristo Jesus.
São modernistas que queimaram as batinas e os Clergimans, e faltam com respeito á aqueles que ainda seguem ao código de Direito canônico.

Eles são uma penumbra na Igreja ( penumbra = região em que somente uma parte do corpo ocultante está obscurecendo a fonte de luz).

Eles são um grupo de Sofistas preparados, mas imbecis.
Ignorantes que não sabem que seguem à um partido comunista, que fazem uma lenta demolição da Igreja com seus 2000 anos de história.

O meu combate é contra esta corja!

Santo Atanásio, bispo de Alexandria, rogai por nós.
Santo Antônio, martelo dos hereges, rogai por nós.
São Paulo, guardião da sã doutrina, rogai por nós.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Vejam o que fez este padre em plena praça pública.

Oração de São Francisco de Sales


Oração de São Francisco de Sales


Lembrai-vos, Dulcíssima Virgem, de que vós sois minha Mãe, e eu sou vosso filho; vós sois Poderosíssima, e eu sou muito fraco. Não me digais, Graciosa Virgem, que vós não podeis, pois vosso Amado Filho vos deu a Onipotência… Não me digais que vós não deveis, pois vós sois a Mãe de todos os homens, e singularmente a minha.

Portanto, ó Dulcíssima Virgem, como vós sois minha Mãe e sois Poderosa, como aceitarei que vós não me escuteis? … Pela honra e glória de vosso Filho, aceitai-me também como filho vosso, sem levar em consideração minhas misérias e pecados…

Livrai minha alma e meu corpo de todo o mal, e dai-me todas as vossas virtudes, sobretudo a humildade!  Amém.

São Francisco de Sales, Bispo e Doutor da Igreja, Fundador da Ordem da Visitação (1567-1622).

Fonte: http://www.montfort.org.br/index.php/secoes/espiritual/oracao-a-nossa-senhora-de-sao-francisco-de-sales/

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Canção de cruzada (Por causa dos nossos pecados)


A Canção de Cruzada seguinte foi criada para encorajar os cristãos a participar na campanha contra a invasão islâmica da Espanha. 

Canção de cruzada

A cruzada resultante deu na grande vitória de Las Navas de Tolosa em 1212.
Foi composta após a derrota de Alarcos (19 de julho de 1195) e do avanço dos almohades de Abu Yusuf na península ibérica. O autor Gavaudan (1195-1215) foi um trovador-soldado das cortes de Tolosa e posteriormente em Castela.

Senhores, por causa dos nossos pecados cresce a força dos sarracenos; Saladino tomou Jerusalém (em 1187) e a cidade ainda não foi recuperada.

O rei de Marrocos fez-nos saber que combaterá contra todos os reis cristãos com seus pérfidos andaluzes e árabes, armados contra a fé de Cristo.

Ele convocou a todos os alcaides (governadores de fortalezas), almofades, mouros, godos e bereberés, e não queda homem forte nem débil que não tenha se reunido a todos eles. 

Nunca uma chuva tão torrencial fez tanto dano como quando eles passam e se apossam dos prados. Eles devastam como ovelhas que não deixam nem broto nem raiz.


Navas de Tolosa 

(Falado)
Seus escolhidos têm tanto orgulho que acham que submeterão o mundo todo. Marroquinos e almorávides instalam-se nos morros e nos vales.

Fanfarreiam entre eles: “¡Francos, afastai-vos! Nossas são a Provença e o Tolosanés e tudo que há até o Puy.”

Nunca se ouviu uma bazófia tão feroz nesses cães falsos, malditos sem fé.

Ouvi vós, imperador (Enrique IV, 1191-1197), rei da França (Felipe Augusto, 1180-1223), com vossos primos, o rei inglês (Ricardo Coração de Leão, 1189-1199), e o conde de Poitiers: socorrei ao rei da Espanha.

Que nunca ninguém pôde ter ficado tão perto de melhor servir a Deus. Com Ele vencereis todos os cães que Mahomé enganou e os renegados apóstatas.

Jesus Cristo que veio pregar para que nosso fim seja bom, Ele nos ensina que este é o reto caminho; pois, com a penitência será perdoado o pecado que vem de Adão (bula de Inocêncio III com indulgências de cruzada na campanha que culminou com a grande vitória cristã de Las Navas de Tolosa), e quer nos dar certeza e segurança de que, se cremos n’Ele, Eles nos exaltará por cima dos que estão mais elevados, e será nosso guia contra os felões vis e falsos.

(Falado)
Posto que possuímos a grande Fé, não deixemos nossas herdades a mercê de cães negros ultramarinos. Que cada uno reflita antes de sofrermos prejuízo.

Portugueses, galegos, castelhanos, navarros, aragoneses e da Cerdenha ficaram como barreira mas eles os tem repelido e humilhado.

Quando vejam os barões cruzados: alemães, franceses, de Cambray, ingleses, bretões, angevinos, bearneses e gascões, misturados com nós e os provençais todos numa só multidão, podereis estar certos que, com os hispanos quebraremos o ímpeto da invasão e cortar-lhe-emos a cabeça e as mãos até deixar mortos e aniquilados a todos. Depois, repartir-se-á entre nós todo o ouro.

Gavaudan será profeta de que acontecerá o que eu tenho dito. 

Morram os cães! E Deus será honrado e servido onde Bafoma era reverenciado.


Escudo templário

Conselhos de São Bernardo aos Templários


São Bernardo abade de Claraval, falou sobre a vida que devem levar aqueles que combatem por Jesus Cristo, com estas palavras:
“Quando se aproxima a hora do combate, armam-se de fé os cavaleiros, abrem-se a Deus em sua alma e cobrem-se, por fora, de ferro, não de ouro, a fim de que assim sejam bem apercebidos de armas, não adornados com jóias, infundam medo e pavor aos seus inimigos, sem excitar sua cobiça.

“É preciso ter cavalos fortes e velozes, não formosos e bem ajaezados pois o verdadeiro cavaleiro pensa mais em vencer do que em fazer proezas e os cavaleiros mundanos precisamente o que desejam é causar admiração e pasmo e não causar medo.

“Mostrando-se em tudo verdadeiros israelitas, que se adiantam ao combate pacífica e sossegadamente; mas apenas o clarim dá o sinal do ataque, deixando subitamente sua natural benignidade, parecem gritar com o salmista: Não temos odiado, Senhor, aos que te aborrecem? Não temos consumido de dor, ao ver a conduta de teus inimigos?”


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O Papa dos judeus



Por Francisco Panmolle
Fratres in Unum.com – Após a leitura do artigo O dilema moral de Pio XII, escrito pelo grande homem e (por necessidade lógica) grande católico Hermes Rodrigues Nery, questionei-me (e não só a mim) acerca do conhecimento, por vezes parco, que nós temos dos grandes homens do passado. Dentre estes, destaca-se o Santo Padre Pio XII, de veneranda memória, sobre o qual se propagam “fábulas e reconstituições históricas bastante grosseiras” [1] que já constituem uma verdadeira lenda negra. Esta apareceu, há pouco mais de uma década (1999), travestida de “séria investigação” conquanto não fosse senão o vômito requentado dos fautores do mal: “O Papa de Hitler – A história secreta de Pio XII” do jornalista John Cornwell. Esse foi o livro que motivou não só o supracitado artigo mas, também, o livro do vaticanista Andrea Tornielli: “Pio XII – O Papa dos Judeus”.

Tornielli, já bastante conhecido nos meios católicos, escreveu não como jornalista, apologeta ou historiador (o que, vale ressaltar, ele não é [2] e, por isso, consultou não raras vezes o professor Matteo Napolitano) mas como um cooperador da verdade, a qual tinha sido gravemente vilipendiada pela malícia do livro de Cornwell, acerca do qual assere:

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Mensagem de Santa Teresa D´Ávila

"Devemos estar, na presença de Jesus sacramentado, como os Santos no céu, diante da Essência Divina."

Santa Teresa D´Ávila (1515-1582)

Mensagem de São João da Cruz

"Para quem ama, a morte não pode ser amarga, pois nela se encontram todas as doçuras e alegrias do amor. Sua lembrança, não é triste, mas traz alegria. Não apavora, nem causa sofrimento, pois é o término de todas as dores e o início de todo bem."

São João da Cruz (1542-1591)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Mensagem de Santo Agostinho

"A Eucaristia é o pão de cada dia, que se toma como remédio para a nossa fraqueza de cada dia."

Santo Agostinho (354-430)

O canto na Liturgia da Santa Missa


Breves perguntas e respostas sobre a música na Missa

Por Rafael Vitola Brodbeck

Obviamente, nos referimos à forma ordinária do rito romano.



1. O que é a Missa?


É a renovação do sacrifício de Cristo oferecido na Cruz, o qual, por sua vez, foi antecipado na Última Ceia. Ceia, Cruz e Missa são uma só realidade substancial. O que ocorreu no Calvário, ocorre na Missa: Cristo se oferecendo por nós. Todavia, a Missa, como a Última Ceia, se distingue da Cruz quanto ao modo de oferecimento: na Cruz, o sacrifício foi cruento, enquanto na Missa é incruento.


2. O que é Missa cantada? E Missa rezada?

domingo, 20 de outubro de 2013

A santa ira de São João Maria Vianney

Com a severidade própria dos santos, João Maria Vianney combateu até à morte os insultos a Deus



Era 1827 e as multidões que chegavam à aldeia de Ars vinham de toda parte. A fama do Padre Vianney já havia se espalhado pelos quatro cantos da França. Barões, clérigos, camponeses, curiosos; todos queriam conhecer aquela figura a qual tinham por santo. Um médico, tomado pelas intrigas dos colegas, decidira visitar o sacerdote, a fim de confirmar suas injustas suspeitas. De volta à capital, Paris, não pôde dizer aos amigos outra coisa sobre o pobre cura senão: "eu vi Deus num homem".

A santidade de João Maria Vianney causava constrangimentos. Apegado desde cedo à oração, agia em tudo conforme à vontade divina, fazendo de sua vida um perpétuo louvor a Deus. Tinha um fervor imensurável. Passava horas à frente do sacrário, gastando-se em severas penitências e na meditação dos santos mistérios: "O meu terço vale mais que mil sermões". Por isso, não poupou esforços no combate às blasfêmias e à libertinagem. Era o zelo pela casa do Pai que o consumia.

Os primeiros anos de Vianney em Ars foram de grandes desafios. A pequena aldeia estava atolada no indiferentismo. Trabalhava-se no domingo, blasfemava-se no campo, a falta de modéstia e os divertimentos profanos reinavam no coração daquela gente. A situação era desesperadora. E para uma alma apaixonada como a do Cura D'Ars, assistir àquele espetáculo de imoralidades era como ver a Cristo sendo crucificado. Com efeito, tratou logo de agir.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mensagem de Santa Bernadete

" Maria é tão bonita que todos os que a vêem gostariam de morrer para revê-la."

Santa Bernadete de Soubirous (1844 - 1879)


O corpo de Santa Bernadette se encontra milagrosamente incorrupto com as articulações flexíveis.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

15 de outubro - Dia de Santa Teresa D´Ávila


"Terríveis são os ardis e manhas do demônio, para que as almas não se conheçam, não progridam, nem entendam o caminho a seguir." 

Com grande alegria lembramos, hoje, da vida de santidade daquela que mereceu ser proclamada "Doutora da Igreja": Santa Teresa de Ávila (também conhecida como Santa Teresa de Jesus). Teresa nasceu em Ávila, na Espanha, em 1515 e foi educada de modo sólido e cristão, tanto assim que, quando criança, se encantou tanto com a leitura da vida dos santos mártires a ponto de ter combinado fugir com o irmão para uma região onde muitos cristãos eram martirizados; mas nada disso aconteceu graças à vigilância dos pais. Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila, onde viveu um período no relaxamento, pois muito se apegou às criaturas, parentes e conversas destrutivas, assim como conta em seu livro biográfico.

Certo dia, foi tocada pelo olhar da imagem de um Cristo sofredor, assumiu a partir dessa experiência a sua conversão e voltou ao fervor da espiritualidade carmelita, a ponto de criar uma espiritualidade modelo. Foi grande amiga do seu conselheiro espiritual São João da Cruz, também Doutor da Igreja, místico e reformador da parte masculina da Ordem Carmelita. Por meio de contatos místicos e com a orientação desse grande amigo, iniciou aos 40 anos de idade, com saúde abalada, a reforma do Carmelo feminino. Começou pela fundação do Carmelo de São José, fora dos muros de Ávila. Daí partiu para todas as direções da Espanha, criando novos Carmelos e reformando os antigos. Provocou com isso muitos ressentimentos por parte daqueles que não aceitavam a vida austera que propunha para o Carmelo reformado. Chegou a ter temporariamente revogada a licença para reformar outros conventos ou fundar novas casas.

Santa Teresa deixou-nos várias obras grandiosas e profundas, principalmente escritas para as suas filhas do Carmelo : “O Caminho da Perfeição”, “Pensamentos sobre o Amor de Deus”, “Castelo Interior”, “A Vida”. Morreu em Alba de Tormes na noite de 15 de outubro de 1582 aos 67 anos, e em 1622 foi proclamada santa. O seu segredo foi o amor. Conseguiu fundar mais de trinta e dois mosteiros, além de recuperar o fervor primitivo de muitas carmelitas, juntamente com São João da Cruz. Teve sofrimentos físicos e morais antes de morrer, até que em 1582 disse uma das últimas palavras: "Senhor, sou filha de vossa Igreja. Como filha da Igreja Católica quero morrer".

No dia 27 de setembro de 1970 o Papa Paulo VI reconheceu-lhe o título de Doutora da Igreja. Sua festa litúrgica é no dia 15 de outubro. Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.

Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php?&dia=15&mes=10&ano=2012

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Liturgia: mistério da salvação - Parte V

Fonte: Site Padre Paulo Ricardo

Neste último artigo sobre os ensinamentos de Monsenhor Guido Marini a respeito da liturgia, oferecemos uma distinção entre música sacra e música profana na Missa



A Missa católica foi o grande berço da música ocidental. Através da polifonia e do tradicional cantochão - o gregoriano -, a Igreja pôde transmitir a Palavra de Deus aos quatro cantos da terra, atingindo tanto os incautos quanto as almas mais elevadas. Foi precisamente por isso que, ao longo de sua história, o Magistério procurou distinguir, repetidas vezes, a música litúrgica ou sacra dos cantos seculares.

Com o advento da revolta protestante e o surgimento de expressões musicais das mais variadas, começaram a proliferar práticas fundamentalmente alheias ao autêntico espírito litúrgico. Foi então que o Concílio de Trento interveio no conflito cultural da época - lembra Monsenhor Guido Marini - "restabelecendo a norma pela qual era prioritário na música aderir à palavra, limitando o uso dos instrumentos e indicando clara diferença entre música profana e música sacra". A contrarreforma do Concílio simplesmente pôs abaixo o castelo de cartas do protestantismo. A liturgia romana foi "um dos instrumentos mais poderosos da propaganda jesuítica", derriçando as heresias das seitas ao mesmo tempo em que revigorava a tradição musical daquele período.01

Nos anos seguintes à reforma tridentina, a Igreja continuou sustentando o canto gregoriano como a legítima música litúrgica. E ainda hoje o ensinamento permanece o mesmo. Dando vitalidade aos trabalhos de São Pio X, diz o Concílio Vaticano II, na Constituição Sacrosanctum Concilium, que a "Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na ação litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar."02 Todavia, apesar das claras admoestações dos padres conciliares - e, obviamente, do magistério posterior -, abriu-se espaço na Missa para expressões bruscamente opostas ao "sentire cum Ecclesia", chegando-se a tachar a música louvada pelo Sacrossanto Concílio como "velharia", "coisa ultrapassada" e outros pejorativos.

A argumentação contra o tradicional canto litúrgico - bem como a outras áreas da Tradição - redunda na ideologia do pauperismo. A Igreja não deveria, nas suas celebrações, assumir uma posição rígida, mas simplista, adotando a criatividade popular de forma totalmente subjetivista e aleatória, como se a liturgia fosse um canteiro de obras, sempre aberto a modificações. O protagonista da ação litúrgica passa a ser o povo, qual ocorre nos regimes democráticos da teologia calvinista: sem espaço para distinções, o culto deve ser de todos.

Com efeito, assim como o simplismo de Calvino acabou com a música na França de sua época, o mesmo raciocínio está destruindo as celebrações católicas de agora, pois no centro da ação não está Deus e a reverência devida a Ele, mas o gosto pessoal de um grupo que prevalece, de paróquia em paróquia, sobre o de outros03. E "uma Igreja que se baseia nas decisões da maioria" - recorda o Cardeal Joseph Ratzinger - "torna-se uma Igreja meramente humana", uma vez que o que se faz a si mesmo "tem sabor do 'si mesmo’ que desagrada a outros 'si mesmos' e bem cedo revela a sua insignificância"04.

No seu livro sobre a liturgia, Monsenhor Guido Marini procura lembrar que "a música sacra não pode ser entendida como expressão da pura subjetividade" já que "essas formas musicais", ou seja, o gregoriano e a polifonia - "na sua santidade, bondade e universalidade - são precisamente as que traduzem o autêntico espírito litúrgico em notas, melodia e canto: encaminhando para a adoração do mistério celebrado; tornando-se musicada exegese da palavra de Deus". Do mesmo modo, concorda Bento XVI quando diz que "nem sequer a grande música o gregoriano, ou Bach, ou Mozart é algo do passado, mas vive da vitalidade da liturgia e da nossa fé. Se a fé for viva, a cultura cristã não se tornará algo do "passado", mas permanecerá viva e presente."05

Recentemente, a escritora brasileira Adélia Prado fez uma ótima colocação acerca da dessacralização da liturgia. A teologia da libertação, comentava, na ânsia de atingir o pobre acabou por torná-lo mais pobre, pois retirou-lhe a única riqueza que ainda lhe restava: a beleza da liturgia.06 No lugar do órgão colocou-se a sanfona, no lugar das antífonas, os gritos de guerra, e a isso somados os pés de bananeiras, cocos, os berrantes e bandeirolas de festa junina. Ora, é evidente que assim a missa se torna um passatempo, um entretenimento tacanho e brega que, mais cedo ou mais tarde, deixará de ser interessante como qualquer programa de auditório.

O rigor da Igreja com o canto e com as demais partes da missa tem um nome: amor. É por amor a seu Divino Esposo, Jesus, que a Igreja adorna o templo com as mais belas peças e objetos. E assim também com a música. Ela deve se unir ao louvor dos anjos do céu, sendo uma verdadeira expressão de adoração a Deus, que motive sempre e mais e mais o seu rebanho a responder o imperativo das Sagradas Escrituras: "Cantai ao Senhor um cântico novo" (Cf. Sl 96, 1)

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Rosário, uma arma contra as ciladas do demônio

A Igreja celebra neste 7 de outubro a festa de Nossa Senhora do Rosário, recordando a vitória dos cristãos na batalha de Lepanto



Foram várias as ocasiões, ao longo da história da Igreja, em que a assistência providencial da Virgem Maria fez com que os cristãos travassem o bom combate (cf. 2 Tm 4, 7) e guardassem intacto o "precioso depósito" da fé católica (2 Tm 1, 14).

Não se contentando em deixar aos homens o seu digno exemplo de mãe e discípula de Jesus, o Senhor presenteou a Sua Igreja com o dom inestimável do Santo Rosário. No final do século XII, para vencer a influente heresia dos albigenses (de matriz gnóstica, esta heresia chegava a negar a ressurreição de Jesus), São Domingos de Gusmão recorreu ao auxílio de Nossa Senhora. "Insigne pela integridade da doutrina, por exemplos de virtude e pelos seus labores apostólicos", escreve o Papa Leão XIII, Domingos confiou "não na força das armas, mas sobretudo na daquela oração que ele, por primeiro, introduziu sob o nome do santo Rosário, e que, ou diretamente ou por meio dos seus discípulos, depois divulgou por toda parte"01.

A grandeza desta devoção, já profundamente enraizada no espírito dos católicos de todo o mundo, reside especialmente em sua simplicidade. Nesta "escola de oração" – como a chamou o Papa Francisco, no Angelus deste domingo02 –, os cristãos são chamados a configurar-se de modo mais perfeito a Jesus Cristo, meditando os mistérios de sua vida e haurindo deles a força para perseverar dia a dia na fé.

Era assim que o bem-aventurado João XXIII – cuja canonização se avizinha – ensinava os católicos a rezarem o Santo Terço: "Na oração do rosário, aquilo que conta é o movimento dos lábios em sintonia com a devota meditação de cada mistério"03. Mais do que simplesmente recitar Pai Nossos, Ave Marias e Glórias em uma "monótona sucessão das três orações"04 – o que, em tempos de materialismo e irreligiosidade, já é louvável –, é importante que os cristãos façam sempre alguns momentos de silêncio, a fim de realizar a oração mental, sem a qual é impossível se santificar.

A partir destas lições, não é difícil entender por que os neoprotestantes dentro da Igreja estão totalmente equivocados quando dizem que o Rosário é uma oração excessivamente mariana – ou, no seu dizer, "mariocêntrica". É claro que as suas críticas são preocupações escrupulosas de quem teme ofender a Jesus honrando Sua santíssima Mãe. No entanto, nem isto justifica que se acoime o Santo Terço de "esquecer" ou "desprezar" Jesus. Basta rezar com o mínimo de diligência o Santo Rosário para perceber que o centro de toda a oração está na contemplação dos mistérios da vida de Jesus, desde a Sua encarnação no seio da Virgem até a Sua gloriosa ascensão aos céus. As Ave Marias são, sobretudo, coroas de rosas que se oferecem a Nossa Senhora, a fim de ornar com a sublimidade da saudação angélica os pilares fundamentais de nossa salvação.

A memória de Nossa Senhora do Rosário, instituída no século XVI pelo Papa São Pio V, é um retrato particularmente notável da força desta simples oração. Foi em Lepanto, no dia 7 de outubro de 1571, que os fiéis combatentes católicos, com a bênção do Santo Padre e a proteção da Virgem das Vitórias, venceram os turcos muçulmanos, que estendiam seu domínio por grande parte da Europa. A vitória rápida se deveu à grande confusão dos otomanos, que ficaram aterrorizados ao vislumbrar, acima dos mastros da esquadria católica, a imagem de uma Senhora de aspecto grandioso e ameaçador.

Assim como triunfou na batalha de Lepanto, a Igreja militante é chamada a recorrer continuamente à Mãe do Rosário, para vencer a guerra mais importante de todas – a que diz respeito à salvação das almas. E, assim, no Céu, todos entoarão a famosa frase que representou aquele grande combate marítimo: Non virtus, non arma, non duces, sed Maria Rosarii victores nos fecit – Nem as tropas, nem as armas, nem os combatentes, mas a Virgem Maria do Rosário é que nos deu a vitória.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere
Fonte: Site Padre Paulo Ricardo

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

04 de outubro - Dia de São Francisco de Assis



Este Santo homem, pequeno e frágil, não vivia para si mesmo, mais para aquele que morreu
por todos nós. Enchia a terra com o Evangelho de Cristo e em um dia percorria 4 ou 5
povoados anunciando o Reino de Deus, a Salvação, a Penitência e a Oração. Não sabia
favorecer a vida dos pecadores e os repreendia pacientemente. Seus maiores milagres
sempre foram através da Oração.
São Francisco era como um rio caudaloso de graça celeste que alimentava os corações com
sua palavra e exemplo, propunha uma nova forma de vida, o caminho da salvação, o amor a
Deus.
Estava sempre preocupado com a construção espiritual de seus filhos, o caminho das
virtudes, a pobreza, obediência, a castidade e sobretudo com a renúncia.
São Francisco tinha o rosto alegre, de olhar simples, afeto sincero e com o abraço fraterno
colhia os desamparados.
Amava tanto a Deus que lutava constantemente pela salvação das almas, seu amor ao
próximo era tão intenso que quando não podia mais andar e quase cego, percorria as terras
montado em um jumento para levar a benção do Senhor. Em seu amor a Deus sempre
repetia: "Senhor! Minha alma tem sede de Vós e meu corpo mais ainda".
Veio ao mundo com assinalado e luminoso destino, filho de pais abastados, nasceu em
Assis velha cidade da Itália, situada na região da Úmbria em 26 de Setembro de 1182 e foi
criado no luxo e na vaidade.
Seu pai Pedro Bernardone, rico comerciante de tecidos, sonhava fazê-lo homem de
negócios e de fortuna, mas Francisco, de gênio alegre e cavaleiresco pensava mais nas
glorias do mundo do que nos negócios.
Em 1202, com 20 anos, foi a guerra entre sua cidade natal e Perusa, ao partir, jurou voltar
consagrado cavaleiro. Caiu prisioneiro, ficando um ano na prisão. Comportou-se com
serenidade, levantou a moral dos seus companheiros, transmitindo confiança e alegria. É
resgatado pelo pai, por estar muito doente.
Permanece um tempo em Assis para sua recuperação. Após uma mensagem em sonhos quis alistar-se novamente, mais ainda debilitado e doente, desiste e aceita os desígnios de Deus.

Do livro: Vida e obra de São Francisco de Assis

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A dignidade da mulher

Um banner de uma academia expressava a seguinte mensagem: O que você quer ser neste verão? uma baleia ou uma sereia?

Uma mulher ao ler este anuncio, ficou admirada com a ironia da pergunta e respondeu os motivos pelos quais ela preferia ser baleia, foi impressionante. Pois uma baleia é um ser existente, tem filhotes, é livre, tem amigos, é bela e expressiva, enquanto a sereia se resume em uma lenda. Após a resposta desta carta, em menos de uma semana o banner foi retirado daquele lugar.

A mulher nos dias atuais é uma escrava da beleza e de um sistema que a coloca como um objeto e de uso para um mercado violento e dominante. As mulheres vivem em um claustro de uma ditadura da liberdade, onde o que vale a pena é ser feliz e ser auto suficiente, nada mais. O problema é que nesta mentalidade, elas se esquecem que são mulheres e que ser mulher é muito mais que isto, ser mulher é ser MULHER.

Dia 01 de outubro - Dia de Santa Teresinha de Lisieux



" A lembrança de minhas faltas me humilha e me leva a não me apoiar em minha força, que é fraqueza; porém, mais do que isso, ela me fala da misericórdia e do amor. pois as faltas, quando lançadas com confiança no braseiro devorante do Amor, não serão sem demora consumidos?"

"Não quero ser santa pela metade, escolho tudo". 

A santa de hoje nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração - e o de todos nós - foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia "História de uma alma" e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de outubro de 1897 dizendo suas últimas palavras: "Oh!...amo-O. Deus meu,...amo-Vos!"

Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada "Patrona Universal das Missões Católicas" em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.

Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php?